Penso, logo existo ?A cada dia que passa, venho percebendo e me convencendo de que o homem não é "tão racional assim".
O ser humano, de uma forma geral, não é uma criatura social, e sim individualista. Infelizmente, o mundo em que vivemos adaptou-se a nossa criação mais egocêntrica já existente: O Capitalismo. O resultado? Desigualdade social, fome, miséria, racismo, guerras, entre outras cositas mais. Além de que nos transformamos nos únicos animais que não vivem em harmonia com o meio-ambiente.
Justificações como “polegares opositores” e “autoconsciência” devem ser descartados. O homo sapiens sapiens pode não ser tão sapiens como parece. Somos bastante inteligentes, isso é verdade. Essa inteligência meio que nos surpreende a cada dia, mas muitas vezes não engrandece nem muda nossas vidas. Muito pelo contrário, usamos a esperteza para ganhar vantagem ou desvalorizar o próximo.
Preocupamos-nos com futilidade e coisas de pouca importância, e também com o que os outros humanos pensam sobre nós. Temos medo de várias coisas, como a perda e a morte, e esquecemos que isso simplesmente faz parte da vida. Por causa desta angústia louca, criamos a fé, e nela “encontramos” várias saídas. Procuramos respostas, e por mais que sejamos “inteligentes”, criamos sempre Algo que seja superior a nós, ou que Comprove a nossa existência. Necessitamos que alguém ou algo nos ame (Sim! Somos bastante carentes). Temos uma ânsia em adorar coisas, pessoas, lugares e deuses, como se isso nos levasse a algum lugar. Acho que daí surgiu a palavra “esperança”.
O “dom da consciência” nos faz acreditar que devemos ser felizes. Mas por que nós não simplesmente somos?
Agimos de forma instintiva, querendo nos envolver com outras pessoas – Quem não queria ser um ex-BBB famoso? Ou quem não gostaria de ser uma pessoa conhecida, com muitos amigos e muitos “pretendentes”?
Somos orgulhosos, e culpamos todo mundo se algo ruim acontece – Exceto a nós mesmos.
O homem parece odiar sua própria espécie. Por meio de guerras e genocídios, a humanidade se destrói aos poucos, e muitas vezes por motivos de ideologias ou pensamentos idiotas – O racismo, por exemplo. O privilégio do raciocinar nos proporcionou também a ira. Mas o pior: Essa ira nos assassina. Muitas de nossas invenções foram feitas para matarmos uns aos outros, e isso não nos preocupa, nem nos faz pensar na velha questão do que “o que é certo ou errado?”.
Aproximadamente, existem seis bilhões de pessoas no mundo, e todas se sentem solitárias, ou vêm com aquele papo de que “ninguém me ama e ninguém me quer”.
A partir da “criação” do capitalismo, o homem entrou em desordem, causando a destruição do seu próprio habitat. Em pouco tempo não teremos mais o que pensar. Agiremos por simples impulsos ou instintos na tentativa de salvar o que restou do planeta.
Temos um grande potencial, e se nos dedicarmos de verdade para o bem do mundo, com certeza conseguiremos.
Mas no fim de tudo fingiremos que está tudo bem, desligaremos o computador e prosseguiremos com nossas vidas.
